domingo, 13 de dezembro de 2009

Preparação para o I ENED - Seminário de Salvador

Em cumprimento ao cronograma de eventos preparatórios, o Estado do Ceará apresentou o seu Programa Estadual, em fase de conclusão, para os Estados do Espirito Santo, Minas Gerais e Bahia, dia 11/12/2009, no auditório do Ingá.

O Estado do Ceará estava presente com diversos representantes de instituições: FUNCEME, CONPAM, Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Secretaria de Recursos Hídricos. E o Ministério da Integração Nacional também marcou presença através da Secretaria de Infra-Estrutura Hídrica, DNOCS, SUDENE.

O Secretário de Extrativismo explanou sobre o evento principal: I ENED e a necessidade de estabelecimento de um pacto pelo semi-árido.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Ceará pode perder 80% da área fértil. Já Piauí e Pernambuco podem perder entre 60% e 70% da agricultura.

25/11/09 - 07h27 - Atualizado em 25/11/09 - 09h21
Efeitos do aquecimento global na agricultura brasileira serão dramáticos


Veja, em primeira mão, os resultados de um estudo inédito no Brasil. Pela primeira vez na história, onze das maiores instituições de pesquisa do país se reuniram para mapear os efeitos do aquecimento global na economia brasileira. Fizeram esse trabalho a Embrapa, o Inpe, a USP, a Unicamp, a Fundação Coppe, da UFRJ; Fiocruz, Fipe, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia; a Cedeplar da UFMG, Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável e o Ipea. São números preocupantes. Um alerta. Saiba quais são os efeitos dramáticos do clima na agricultura e na alimentação dos brasileiros. Choque: de um lado, a floresta, a preservação. Do outro, a agricultura, a necessidade da alimentação. No meio, as mudanças climáticas.


saiba mais
Veja o estudo que avalia os impactos das mudanças climáticas na economia brasileira
Só este ano, sete mil quilômetros quadrados de florestas foram derrubados em todo o país. As cidades avançam. Na década de 1950, oito de cada dez brasileiros viviam no campo. Agora, há 80% da população nos centros urbanos. A cidade cresce, empurra a fronteira agrícola, avança sobre o verde das matas. A devastação das florestas fez do Brasil o quinto maior emissor de gás de efeito estufa do mundo. O clima muda e é a própria agricultura a maior vítima dessa mudança. “Em um cenário de 30 anos, isso já é claro, nós temos um impacto muito grande da água. Até alguns anos atrás, por exemplo, a água no Brasil simplesmente, não tinha preço. Hoje, para você extrair água da terra ou do rio já paga uma taxa. Os produtos agrícolas que utilizam muita água vão ter um peso maior”, compara o professor da UnB Flávio Botelho. Pesquisas mostram que o aumento da temperatura do planeta vai ter impacto nas atividades agrícolas. Uma das prováveis consequências a longo prazo é a mudança no mapa da agricultura brasileira. O estado do Ceará pode perder 80% da área fértil. Já Piauí e Pernambuco podem perder entre 60% e 70% da agricultura. “A geografia agrícola do Brasil teria que mudar, mas a gente ainda não está preparado para isso aqui no Brasil. Isso vai ter uma implicação bastante significativa para a migração. As populações destas áreas vão ter que mudar para outras regiões. Isso acaba tento impactos nos sistemas públicos de educação, saúde e em tudo que é necessário para viabilizar o bem estar das populações”, aponta o coordenador do programa de mudanças climáticas e energia do WWF Carlos Rittl. O impacto vai ser ainda mais negativo para a safra de grãos, o motor do agronegócio no Brasil. As projeções da Embrapa feitas para o estudo "Economia da mudança do clima", divulgado nesta semana, garantem que as perdas devem chegar a R$ 7,4 bilhões em até 2020 – e praticamente dobrar, chegando a R$ 14 bilhões em 2070. No Maranhão, os produtores perderam 16% da soja neste ano por causa da chuva forte. A saída é mudar o método de trabalho. “Aquela chuva que normalmente caía de novembro para frente, começou a cair agora em outubro. Se terminava em abril agora está indo até junho. Dentro desse quadro novo, o que o agricultor está fazendo? Planta mais cedo, colhe uma safra e imediatamente as máquinas já plantam a nova cultura que ele vai colher”, comenta o engenheiro Elder Bastos. Nos últimos tempos, na serra de Santa Catarina, olhar para as maçãs é como um exercício de adivinhação. João torce para que a temperatura fique fria durante centenas de horas para que após a floração, a fruta amadureça doce. “Há anos em que houve a falta de frio, há anos em que temos uma primavera muito chuvosa e você perde a harmonização. Não é um processo cíclico, mas são fenômenos que ocorrem e que não têm uma explicação”, o engenheiro e produtor João Mena Neto. A resposta está nos termômetros. A pesquisa da Epagri, empresa de pesquisa agrícola de Santa Catarina, a temperatura média subiu 1,4ºC em 50 anos: “Se realmente se confirmar essa tendência, o que se tem como certo é a inviabilização do cultivo dessas atuais cultiváveis de macieiras, principalmente, produzida na região meio-oeste de Santa Catarina”, aponta o engenheiro Gabriel Zerleite. “Está sendo assustador. De dois, três anos para cá a coisa vem agitando demais. Hoje você planta a lavoura e já planta com medo de uma chuva de pedra, de um temporal. O trigo houve uma perda de mais de 70%”, compara o agricultor Augusto Camargo. No estudo "Economia das mudanças do clima", a Embrapa destaca o café como uma das culturas mais prejudicadas pelo aquecimento global. O total da área adequada para o cultivo no Brasil pode diminuir 28% até 2070. Em Minas Gerais, os produtores estão assustados com o calor fora de época. “Muitas vezes com o calor um pouco maior na época da florada, existe um abortamento. Com isso se perde na produção. Se o calor aumentar, há uma maior incidência de pragas e doenças”, explica o produtor de café José de Paiva. O engenheiro Eduardo Assad, da Unicamp, foi um dos coordenadores da pesquisa, e acredita em uma recuperação: “Recomendamos que não se economize em tecnologia. Só podemos sair dessa ou evitar perdas com boa tecnologia. Em segundo lugar, buscar alternativas de adaptação”. “Investir em modificações genéticas de arroz, por exemplo, tem um benefício oito vezes maior que o custo. Esse número passa para dez com o algodão. Para 16, no caso da soja. Um investimento de R$ 1 bilhão por ano, durante dez anos, permitiria que as nossas plantas pudessem se comportar de maneira adequada frente à redução da oferta de recursos hídricos”, aponta a coordenadora do estudo Carolina Dubuex.

O Ceará pode perder 80% da área fértil. Já Piauí e Pernambuco podem perder entre 60% e 70% da agricultura.

25/11/09 - 07h27 - Atualizado em 25/11/09 - 09h21 (publicado site: www.globo.com/bomdiabrasil).

Efeitos do aquecimento global na agricultura brasileira serão dramáticos

Veja, em primeira mão, os resultados de um estudo inédito no Brasil. Pela primeira vez na história, onze das maiores instituições de pesquisa do país se reuniram para mapear os efeitos do aquecimento global na economia brasileira. Fizeram esse trabalho a Embrapa, o Inpe, a USP, a Unicamp, a Fundação Coppe, da UFRJ; Fiocruz, Fipe, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia; a Cedeplar da UFMG, Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável e o Ipea. São números preocupantes. Um alerta. Saiba quais são os efeitos dramáticos do clima na agricultura e na alimentação dos brasileiros. Choque: de um lado, a floresta, a preservação. Do outro, a agricultura, a necessidade da alimentação. No meio, as mudanças climáticas.


saiba mais
Veja o estudo que avalia os impactos das mudanças climáticas na economia brasileira
Só este ano, sete mil quilômetros quadrados de florestas foram derrubados em todo o país. As cidades avançam. Na década de 1950, oito de cada dez brasileiros viviam no campo. Agora, há 80% da população nos centros urbanos. A cidade cresce, empurra a fronteira agrícola, avança sobre o verde das matas. A devastação das florestas fez do Brasil o quinto maior emissor de gás de efeito estufa do mundo. O clima muda e é a própria agricultura a maior vítima dessa mudança. “Em um cenário de 30 anos, isso já é claro, nós temos um impacto muito grande da água. Até alguns anos atrás, por exemplo, a água no Brasil simplesmente, não tinha preço. Hoje, para você extrair água da terra ou do rio já paga uma taxa. Os produtos agrícolas que utilizam muita água vão ter um peso maior”, compara o professor da UnB Flávio Botelho. Pesquisas mostram que o aumento da temperatura do planeta vai ter impacto nas atividades agrícolas. Uma das prováveis consequências a longo prazo é a mudança no mapa da agricultura brasileira. O estado do Ceará pode perder 80% da área fértil. Já Piauí e Pernambuco podem perder entre 60% e 70% da agricultura. “A geografia agrícola do Brasil teria que mudar, mas a gente ainda não está preparado para isso aqui no Brasil. Isso vai ter uma implicação bastante significativa para a migração. As populações destas áreas vão ter que mudar para outras regiões. Isso acaba tento impactos nos sistemas públicos de educação, saúde e em tudo que é necessário para viabilizar o bem estar das populações”, aponta o coordenador do programa de mudanças climáticas e energia do WWF Carlos Rittl. O impacto vai ser ainda mais negativo para a safra de grãos, o motor do agronegócio no Brasil. As projeções da Embrapa feitas para o estudo "Economia da mudança do clima", divulgado nesta semana, garantem que as perdas devem chegar a R$ 7,4 bilhões em até 2020 – e praticamente dobrar, chegando a R$ 14 bilhões em 2070. No Maranhão, os produtores perderam 16% da soja neste ano por causa da chuva forte. A saída é mudar o método de trabalho. “Aquela chuva que normalmente caía de novembro para frente, começou a cair agora em outubro. Se terminava em abril agora está indo até junho. Dentro desse quadro novo, o que o agricultor está fazendo? Planta mais cedo, colhe uma safra e imediatamente as máquinas já plantam a nova cultura que ele vai colher”, comenta o engenheiro Elder Bastos. Nos últimos tempos, na serra de Santa Catarina, olhar para as maçãs é como um exercício de adivinhação. João torce para que a temperatura fique fria durante centenas de horas para que após a floração, a fruta amadureça doce. “Há anos em que houve a falta de frio, há anos em que temos uma primavera muito chuvosa e você perde a harmonização. Não é um processo cíclico, mas são fenômenos que ocorrem e que não têm uma explicação”, o engenheiro e produtor João Mena Neto. A resposta está nos termômetros. A pesquisa da Epagri, empresa de pesquisa agrícola de Santa Catarina, a temperatura média subiu 1,4ºC em 50 anos: “Se realmente se confirmar essa tendência, o que se tem como certo é a inviabilização do cultivo dessas atuais cultiváveis de macieiras, principalmente, produzida na região meio-oeste de Santa Catarina”, aponta o engenheiro Gabriel Zerleite. “Está sendo assustador. De dois, três anos para cá a coisa vem agitando demais. Hoje você planta a lavoura e já planta com medo de uma chuva de pedra, de um temporal. O trigo houve uma perda de mais de 70%”, compara o agricultor Augusto Camargo. No estudo "Economia das mudanças do clima", a Embrapa destaca o café como uma das culturas mais prejudicadas pelo aquecimento global. O total da área adequada para o cultivo no Brasil pode diminuir 28% até 2070. Em Minas Gerais, os produtores estão assustados com o calor fora de época. “Muitas vezes com o calor um pouco maior na época da florada, existe um abortamento. Com isso se perde na produção. Se o calor aumentar, há uma maior incidência de pragas e doenças”, explica o produtor de café José de Paiva. O engenheiro Eduardo Assad, da Unicamp, foi um dos coordenadores da pesquisa, e acredita em uma recuperação: “Recomendamos que não se economize em tecnologia. Só podemos sair dessa ou evitar perdas com boa tecnologia. Em segundo lugar, buscar alternativas de adaptação”. “Investir em modificações genéticas de arroz, por exemplo, tem um benefício oito vezes maior que o custo. Esse número passa para dez com o algodão. Para 16, no caso da soja. Um investimento de R$ 1 bilhão por ano, durante dez anos, permitiria que as nossas plantas pudessem se comportar de maneira adequada frente à redução da oferta de recursos hídricos”, aponta a coordenadora do estudo Carolina Dubuex.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Solenidades em Fortaleza marcam os 100 anos do Dnocs
20/10/2009

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, comemora seu centenário com duas solenidades em Fortaleza (CE). A primeira acontece hoje (20/10), na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, quando parlamentares cearenses prestarão homenagens à entidade. A outra será nesta quarta-feira (21/10), no Banco do Nordeste.
Diversas autoridades políticas, empresariais e de instituições públicas estarão presentes no Banco do Nordeste, oportunidade em que também serão lançadas publicações como a edição especial da Revista Conviver, com matérias sobre a problemática nordestina em artigos e depoimentos de grandes pensadores da região.
Além dessa revista vale a pena registrar outras publicações que serão lançadas durante a comemoração. Elas têm como enfoque o Dnocs no coração nordestino; as experiências e memórias dos colonos do perímetro irrigado de Morada Nova (CE); o centenário do Dnocs e a convivência com a seca; a história dos transplantes e da transferência de cultivos de espécies geradas; a capacidade de suporte em ecossistemas aquáticos; a arte e a cultura do sertão; a evolução, situação atual e perspectiva da tilapicultura no Nordeste brasileiro; as virtualidades e potencialidades dos peixes na pesca, piscicultura e ornamentação; e a coletânea das contribuições hidrológicas do engenheiro Francisco Gonçalves de Aguiar ao Semi-árido nordestino.
Ainda na solenidade, serão apresentados os Atlas dos Açudes, dos Perímetros Irrigados e da Aqüicultura e Piscicultura. O Dnocs foi criado em 21 de outubro de 1909 sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS). Em 1919, passou a denominar-se Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs), recebendo o nome atual em 1945. A área de atuação abrange todos os Estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais.
Foi o primeiro órgão do governo federal a estudar a problemática do Semi-árido, marcando presença em todo o solo nordestino nesse período de quase 100 anos. Seu acervo de obras envolve a construção de rodovias, ferrovias, campos de pouso, aeroportos, portos, implantação de redes de energia elétrica, ações de abastecimento, açudagem, irrigação, piscicultura, entre outros.
As ações atuais compreendem a captação, desenvolvimento e gerenciamento de recursos hídricos, por meio da construção de barragens, perfuração e instalação de poços, implantação de projetos de irrigação, centros de pesquisas e estações de piscicultura, sistemas de abastecimento de água e outras atividadespontuais.
O acervo do Dnocs compreende 326 açudes públicos com 25 bilhões de metros cúbicos acumulados, sendo 80 no Ceará; 622 açudes em cooperação; mais de 27 mil poços; 38 perímetros irrigados; 14 estações de piscicultura; um centro de pesquisas em aquicultura; um centro de pesquisas em carcinicultura; uma administração central, nove sedes estaduais, 27 unidades de campo, um escritório em Brasília e cerca de 1.800 servidores na ativa.
Em todo esse período o Dnocs investiu 20 bilhões de dólares no Semi-árido (a preços atuais), conseguindo, assim, torná-lo mais povoado entre as regiões semelhantes do mundo. Hoje, uma nova dimensão está sendo destinada a esta entidade, que participa com destaque do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com 14 obras estruturantes e outras por meio de fontes de seu orçamento, envolvendo recursos superiores a R$ 1,5 bilhão.
Também atua no Projeto São Francisco com ações de desapropriação, indenização e de inclusão social, pois é o órgão responsável pelo levantamento das necessidades de água e pela implantação de sistemas de abastecimento para vilas e povoados que ficam às margens dos canais que formam os eixos Leste e Norte e os arranjos produtivos com pequena irrigação destinados às famílias da área.
Maiores informações: www.dnocs.gov.br

Segunda Conferência Internacional - Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento - em Regiões Semiáridas - ICID 2010

A ICID 2010, que acontecerá em agosto, em Fortaleza-CE, reunirá formuladores de políticas públicas, cientistas e membros da sociedade civil para promover o desenvolvimento seguro e sustentável na regiões semi-áridas do mundo.
Trinta e cinco por cento da população mundial moram em terras áreas e semi-áridas, que cobrem, por sua vez, quarenta e um por cento da superfície do planeta, coincidindo fortemente com o mapa de pobreza do mundo. Além de já serem expostas a extremos climáticos, segundo o IPCC, as terras áridas do planeta serão provavelmente mais fortemente afetadas pelas mudanças climáticas. As populações que vivem nestas terras se mantém sub-representadas em discussões sobre as ações a serem tomadas em relação a clima e desenvolvimento.
A Segunda Conferência Internacional em Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semi-Áridas (ICID 2010) ocorrerá 18 anos após a realização da primeira ICID, e reunirá, de todas as partes do mundo, aqueles preocupados com estas questões para:
Identificar e focar ações nos desafios e oportunidades para um futuro melhor em regiões áridas e semiáridas do mundo.
Atualizar e compartilhar experiências obtidas e o conhecimento adquirido em questões ligadas às regiões semiáridas nos últimos 20 anos: variabilidade e mudanças climáticas e ambientais, vulnerabilidades, impactos sócio-econômicos e ambientais, ações de adaptação e desenvolvimento sustentável;
Explorar sinergias entre as Convenções das nações Unidas relativas ao desenvolvimento de regiões semiáridas, e
Gerar informações e recomendações para fornecer uma base aos processos de elaboração de políticas públicas, para informar a sociedade civil e os profissionais que lidam com as questão do desenvolvimento para que se possa atingir nas regiões semiáridas do mundo o desenvolvimento econômico, ambiental e social sustentáveis.
Em 1992, a primeira ICID deu voz a pessoas de áreas áridas durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), realizada no Rio de Janeiro. Para dar suporte a possível Rio+20 (2012) e a outros fóruns globais de políticas públicas, a ICID 2010 almeja maximizar os efeitos de desenvolvimento das já existentes convenções das Nações Unidas em mudanças climáticas, proteção à biodiversidade e combate à desertificação, e fornecer informção e orientação aos governos e a todos aqueles interessados na melhorias da sustentabilidade ecológica e social em terras áridas e semiáridas.
O evento principal da ICID 2010 será realizado entre os dias 16 e 20 de agosto de 2010, reunindo governantes, sociedade civil e especialistas para avaliar e articular as necessidades e oportunidades das regiões semi-áridas do mundo. O encontro será organizado em quatro áreas temáticas:
1) Informações Climáticas
Informações sobre variabilidade e mudanças climáticas e questões ambientais locais e regionais - previsão e cenários.
2) Clima e Desenvolvimento Sustentável
Segurança humana, redução de vulnerabilidade, bem-estar e desenvolvimento – modelagem, quantificação e ações em vulnerabilidade, impactos e adaptação.
3) Governança e Desenvolvimento Sustentável
Representação, direitos, equidade e justiça em face da variabilidade e das mudanças climáticas – monitoramento e melhoria dos padrões de governança em terras áridas e semiáridas.
4) Processos de Políticas Públicas e Instituições
Processos de políticas públicas – formulação, implantação, monitoramento e desempenho de políticas públicas voltadas à adaptação e desenvolvimento sustentável. Lições e experiências.
A ICID 2010 irá gerar, publicar e apresentar recomendações para orientar análises e formulação de políticas públicas de caráter global, regional, nacional e local na tentativa de reduzir a vulnerabilidade e melhorar a vida de pessoas que vivem em terras áridas do planeta.

Para maiores informações, visite o site oficial: http://icid18.org

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

3ª OFICINA DO PAE-CE

A 3ª oficina para construção das estratégias do Programa de Ação do Estado do Ceará ocorrerá nesta sexta-feira, em Irauçuba-CE.

Iniciamente serão apresentadas duas experiências consideradas exitosas: um agricultor rural que faz parte do PRODHAM e um trabalho na área de Educação Contextualizada.

No dia 05/10 está programada o Seminário de apresentação e discussão do Programa Estadual.