Solenidades em Fortaleza marcam os 100 anos do Dnocs
20/10/2009
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, comemora seu centenário com duas solenidades em Fortaleza (CE). A primeira acontece hoje (20/10), na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, quando parlamentares cearenses prestarão homenagens à entidade. A outra será nesta quarta-feira (21/10), no Banco do Nordeste.
Diversas autoridades políticas, empresariais e de instituições públicas estarão presentes no Banco do Nordeste, oportunidade em que também serão lançadas publicações como a edição especial da Revista Conviver, com matérias sobre a problemática nordestina em artigos e depoimentos de grandes pensadores da região.
Além dessa revista vale a pena registrar outras publicações que serão lançadas durante a comemoração. Elas têm como enfoque o Dnocs no coração nordestino; as experiências e memórias dos colonos do perímetro irrigado de Morada Nova (CE); o centenário do Dnocs e a convivência com a seca; a história dos transplantes e da transferência de cultivos de espécies geradas; a capacidade de suporte em ecossistemas aquáticos; a arte e a cultura do sertão; a evolução, situação atual e perspectiva da tilapicultura no Nordeste brasileiro; as virtualidades e potencialidades dos peixes na pesca, piscicultura e ornamentação; e a coletânea das contribuições hidrológicas do engenheiro Francisco Gonçalves de Aguiar ao Semi-árido nordestino.
Ainda na solenidade, serão apresentados os Atlas dos Açudes, dos Perímetros Irrigados e da Aqüicultura e Piscicultura. O Dnocs foi criado em 21 de outubro de 1909 sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS). Em 1919, passou a denominar-se Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs), recebendo o nome atual em 1945. A área de atuação abrange todos os Estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais.
Foi o primeiro órgão do governo federal a estudar a problemática do Semi-árido, marcando presença em todo o solo nordestino nesse período de quase 100 anos. Seu acervo de obras envolve a construção de rodovias, ferrovias, campos de pouso, aeroportos, portos, implantação de redes de energia elétrica, ações de abastecimento, açudagem, irrigação, piscicultura, entre outros.
As ações atuais compreendem a captação, desenvolvimento e gerenciamento de recursos hídricos, por meio da construção de barragens, perfuração e instalação de poços, implantação de projetos de irrigação, centros de pesquisas e estações de piscicultura, sistemas de abastecimento de água e outras atividadespontuais.
O acervo do Dnocs compreende 326 açudes públicos com 25 bilhões de metros cúbicos acumulados, sendo 80 no Ceará; 622 açudes em cooperação; mais de 27 mil poços; 38 perímetros irrigados; 14 estações de piscicultura; um centro de pesquisas em aquicultura; um centro de pesquisas em carcinicultura; uma administração central, nove sedes estaduais, 27 unidades de campo, um escritório em Brasília e cerca de 1.800 servidores na ativa.
Em todo esse período o Dnocs investiu 20 bilhões de dólares no Semi-árido (a preços atuais), conseguindo, assim, torná-lo mais povoado entre as regiões semelhantes do mundo. Hoje, uma nova dimensão está sendo destinada a esta entidade, que participa com destaque do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com 14 obras estruturantes e outras por meio de fontes de seu orçamento, envolvendo recursos superiores a R$ 1,5 bilhão.
Também atua no Projeto São Francisco com ações de desapropriação, indenização e de inclusão social, pois é o órgão responsável pelo levantamento das necessidades de água e pela implantação de sistemas de abastecimento para vilas e povoados que ficam às margens dos canais que formam os eixos Leste e Norte e os arranjos produtivos com pequena irrigação destinados às famílias da área.
Maiores informações: www.dnocs.gov.br
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Segunda Conferência Internacional - Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento - em Regiões Semiáridas - ICID 2010
A ICID 2010, que acontecerá em agosto, em Fortaleza-CE, reunirá formuladores de políticas públicas, cientistas e membros da sociedade civil para promover o desenvolvimento seguro e sustentável na regiões semi-áridas do mundo.
Trinta e cinco por cento da população mundial moram em terras áreas e semi-áridas, que cobrem, por sua vez, quarenta e um por cento da superfície do planeta, coincidindo fortemente com o mapa de pobreza do mundo. Além de já serem expostas a extremos climáticos, segundo o IPCC, as terras áridas do planeta serão provavelmente mais fortemente afetadas pelas mudanças climáticas. As populações que vivem nestas terras se mantém sub-representadas em discussões sobre as ações a serem tomadas em relação a clima e desenvolvimento.
A Segunda Conferência Internacional em Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semi-Áridas (ICID 2010) ocorrerá 18 anos após a realização da primeira ICID, e reunirá, de todas as partes do mundo, aqueles preocupados com estas questões para:
Identificar e focar ações nos desafios e oportunidades para um futuro melhor em regiões áridas e semiáridas do mundo.
Atualizar e compartilhar experiências obtidas e o conhecimento adquirido em questões ligadas às regiões semiáridas nos últimos 20 anos: variabilidade e mudanças climáticas e ambientais, vulnerabilidades, impactos sócio-econômicos e ambientais, ações de adaptação e desenvolvimento sustentável;
Explorar sinergias entre as Convenções das nações Unidas relativas ao desenvolvimento de regiões semiáridas, e
Gerar informações e recomendações para fornecer uma base aos processos de elaboração de políticas públicas, para informar a sociedade civil e os profissionais que lidam com as questão do desenvolvimento para que se possa atingir nas regiões semiáridas do mundo o desenvolvimento econômico, ambiental e social sustentáveis.
Em 1992, a primeira ICID deu voz a pessoas de áreas áridas durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), realizada no Rio de Janeiro. Para dar suporte a possível Rio+20 (2012) e a outros fóruns globais de políticas públicas, a ICID 2010 almeja maximizar os efeitos de desenvolvimento das já existentes convenções das Nações Unidas em mudanças climáticas, proteção à biodiversidade e combate à desertificação, e fornecer informção e orientação aos governos e a todos aqueles interessados na melhorias da sustentabilidade ecológica e social em terras áridas e semiáridas.
O evento principal da ICID 2010 será realizado entre os dias 16 e 20 de agosto de 2010, reunindo governantes, sociedade civil e especialistas para avaliar e articular as necessidades e oportunidades das regiões semi-áridas do mundo. O encontro será organizado em quatro áreas temáticas:
1) Informações Climáticas
Informações sobre variabilidade e mudanças climáticas e questões ambientais locais e regionais - previsão e cenários.
2) Clima e Desenvolvimento Sustentável
Segurança humana, redução de vulnerabilidade, bem-estar e desenvolvimento – modelagem, quantificação e ações em vulnerabilidade, impactos e adaptação.
3) Governança e Desenvolvimento Sustentável
Representação, direitos, equidade e justiça em face da variabilidade e das mudanças climáticas – monitoramento e melhoria dos padrões de governança em terras áridas e semiáridas.
4) Processos de Políticas Públicas e Instituições
Processos de políticas públicas – formulação, implantação, monitoramento e desempenho de políticas públicas voltadas à adaptação e desenvolvimento sustentável. Lições e experiências.
A ICID 2010 irá gerar, publicar e apresentar recomendações para orientar análises e formulação de políticas públicas de caráter global, regional, nacional e local na tentativa de reduzir a vulnerabilidade e melhorar a vida de pessoas que vivem em terras áridas do planeta.
Para maiores informações, visite o site oficial: http://icid18.org
Trinta e cinco por cento da população mundial moram em terras áreas e semi-áridas, que cobrem, por sua vez, quarenta e um por cento da superfície do planeta, coincidindo fortemente com o mapa de pobreza do mundo. Além de já serem expostas a extremos climáticos, segundo o IPCC, as terras áridas do planeta serão provavelmente mais fortemente afetadas pelas mudanças climáticas. As populações que vivem nestas terras se mantém sub-representadas em discussões sobre as ações a serem tomadas em relação a clima e desenvolvimento.
A Segunda Conferência Internacional em Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semi-Áridas (ICID 2010) ocorrerá 18 anos após a realização da primeira ICID, e reunirá, de todas as partes do mundo, aqueles preocupados com estas questões para:
Identificar e focar ações nos desafios e oportunidades para um futuro melhor em regiões áridas e semiáridas do mundo.
Atualizar e compartilhar experiências obtidas e o conhecimento adquirido em questões ligadas às regiões semiáridas nos últimos 20 anos: variabilidade e mudanças climáticas e ambientais, vulnerabilidades, impactos sócio-econômicos e ambientais, ações de adaptação e desenvolvimento sustentável;
Explorar sinergias entre as Convenções das nações Unidas relativas ao desenvolvimento de regiões semiáridas, e
Gerar informações e recomendações para fornecer uma base aos processos de elaboração de políticas públicas, para informar a sociedade civil e os profissionais que lidam com as questão do desenvolvimento para que se possa atingir nas regiões semiáridas do mundo o desenvolvimento econômico, ambiental e social sustentáveis.
Em 1992, a primeira ICID deu voz a pessoas de áreas áridas durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), realizada no Rio de Janeiro. Para dar suporte a possível Rio+20 (2012) e a outros fóruns globais de políticas públicas, a ICID 2010 almeja maximizar os efeitos de desenvolvimento das já existentes convenções das Nações Unidas em mudanças climáticas, proteção à biodiversidade e combate à desertificação, e fornecer informção e orientação aos governos e a todos aqueles interessados na melhorias da sustentabilidade ecológica e social em terras áridas e semiáridas.
O evento principal da ICID 2010 será realizado entre os dias 16 e 20 de agosto de 2010, reunindo governantes, sociedade civil e especialistas para avaliar e articular as necessidades e oportunidades das regiões semi-áridas do mundo. O encontro será organizado em quatro áreas temáticas:
1) Informações Climáticas
Informações sobre variabilidade e mudanças climáticas e questões ambientais locais e regionais - previsão e cenários.
2) Clima e Desenvolvimento Sustentável
Segurança humana, redução de vulnerabilidade, bem-estar e desenvolvimento – modelagem, quantificação e ações em vulnerabilidade, impactos e adaptação.
3) Governança e Desenvolvimento Sustentável
Representação, direitos, equidade e justiça em face da variabilidade e das mudanças climáticas – monitoramento e melhoria dos padrões de governança em terras áridas e semiáridas.
4) Processos de Políticas Públicas e Instituições
Processos de políticas públicas – formulação, implantação, monitoramento e desempenho de políticas públicas voltadas à adaptação e desenvolvimento sustentável. Lições e experiências.
A ICID 2010 irá gerar, publicar e apresentar recomendações para orientar análises e formulação de políticas públicas de caráter global, regional, nacional e local na tentativa de reduzir a vulnerabilidade e melhorar a vida de pessoas que vivem em terras áridas do planeta.
Para maiores informações, visite o site oficial: http://icid18.org
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